quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

A menina que detestava livros

" Eu detesto livros! " - Era assim que respondia a Mina, sempre que alguém lhe falava em livros. Os seus pais eram leitores entusiastas. Tinham a paixão da leitura e, para desespero da filha, enchiam de livros toda a casa. 

Pior ainda: liam livros ao pequeno-almoço, ao almoço e ao jantar. 
Mas, um certo dia, algo de verdadeiramente espantoso aconteceu. 
Também ela começou a gostar de livros e a ler, a ler, a ler.
Foi uma autêntica reviravolta na vida da Mina.


A menina que detestava livros, obra de estreia da indiana Manjusha Pawagi, é uma narrativa cujo tema anda à volta do gosto (ou da falta dele) pelos livros e pela leitura.
Mina, a protagonista, detesta livros exactamente porque vive rodeada deles.
Contudo, quando as personagens das histórias infantis acidentalmente saem dos livros a que pertencem, a menina vai ter que as ajudar, descobrindo a sua origem. 


Este livro fala-nos da descoberta do prazer da leitura, o livro conta ainda com ilustrações que dão conta da forma como as personagens lidam com a presença dos livros nas suas vidas, representando assim os momentos cruciais de um final feliz.





quinta-feira, 25 de janeiro de 2018

Ensinar a ler: há vários métodos para juntar as letras

Aprender a ler é um passo importante. Há vários métodos para ensinar a juntar as letras e reproduzir os sons e os professores têm a tarefa de escolher um ou mais para que a aprendizagem aconteça. Os pais têm também um papel importante e brincar ajuda a valorizar o processo. 

O processo de aprendizagem é complexo. O aluno tem de perceber que as letras reproduzem os sons da fala. Hoje, pede-se ao aluno que analise os sons que produz, a língua oral, antes e em paralelo com a aprendizagem da escrita. 

Normalmente, acaba por haver uma fusão de métodos para uma melhor aprendizagem da leitura e da escrita. Os professores podem escolher e adaptar o que acharem mais conveniente ao grupo que encontram pela frente. Com o plano de leitura da Língua Portuguesa, os docentes acabam por ter mais formação na área. E se há um aluno que se atrasa? "O professor pode usar outras maneiras de estar no grupo, outro método." 
                     
Os interesses são diferentes, os níveis e conhecimentos acerca da literacia variam, cada família e cada instituição têm diferentes formas e recursos para incentivar as aprendizagens. As crianças aprendem muito ao brincar, ao jogar, ao imaginar e fantasiar. E os mais velhos têm um papel importante nesse processo. As crianças vão ao supermercado, ao hospital e a outras instituições onde exercitam constantemente a sua capacidade de leitura. É muito importante pensar no papel do adulto nesta forma de as crianças brincarem, pois é uma vantagem muito grande para a aprendizagem da leitura como prática de cidadania.


Os pais sabem que brincar é fundamental, mas no correr do quotidiano e nas rotinas, esse ato acaba muitas vezes por ser desvalorizado. Ao brincar, os pais podem ajudar os filhos na prática da leitura e na escrita formal. As consequências para as crianças que não aprendem a ler e escrever são muito grandes, quer a nível pessoal e psicológico, quer a nível social, com implicações a longo prazo. De forma a prevenir essas dificuldades, as investigações sobre o assunto não param. Brincar surge como uma vantagem neste processo. Muitos professores argumentam que as crianças que têm mais facilidade de aprendizagem dos conteúdos, que exigem desenvolvimento cognitivo na escola, são aquelas que mais brincaram.

quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Um bocadinho de inverno

«É quase Inverno, e está a chegara altura do sono anual do Ouriço. O Ouriço pede ao Coelho que lhe guarde um bocadinho de Inverno, para quando acordar saber como é. 
Mas o Coelho é muito esquecido. Será capaz de se lembrar da promessa?» 
O escritor Paul Stewart e o ilustrador Chris Riddell criaram duas personagens animais cuja amizade é enternecedora e ao mesmo tempo cheia de humor.



Na nossa aula pretendia-se, não só explorar a história, mas também trabalhar a temática do inverno, da amizade e as suas características.

Os alunos ficaram encantados com as personagens do conto: um coelhinho e um ouriço cacheiro. A amizade e a saudade destes dois amigos fizeram as delícias dos nossos meninos.

No final, os alunos elaboraram um cartaz com as duas personagens da história e não só . . .


quinta-feira, 11 de janeiro de 2018

DIA DE REIS

O Dia de Reis é celebrado anualmente a 6 de janeiro. O Dia de Reis é celebrado na noite de 5 para 6 de janeiro, ou seja, na véspera do Dia de Reis.
                         

Tradições do Dia de Reis
Esta celebração católica está associada à tradição natalícia, que diz que três magos do oriente, visitaram o Menino Jesus na noite de 5 para 6 de janeiro. Os três Reis Magos chamavam-se Belchior, Baltazar e Gaspar e levaram de presente ao Menino Jesus, incenso, mirra e ouro.
A tradição manda que neste dia, a família se volte a reunir para celebrar o fim dos festejos de Natal. Os alimentos da Noite de Reis são o bacalhau com batatas, bolo-rei, pão de ló, rabanadas, sonhos, entre outras iguarias de Natal.
É também o dia em que se cantam as Janeiras. O cântico das Janeiras começa no dia após o Natal e prolonga-se até ao Dia de Reis.
     
                                                         Os Três Reis Magos
No dia seguinte ao Dia de Reis, as famílias começam a retirar os enfeites de Natal que decoram as casas durante a época de Natal.


terça-feira, 5 de dezembro de 2017

PAIS DETERMINANTES PARA A LITERACIA INFANTIL


Num mundo dominado por múltiplas plataformas de comunicação, as crianças são diariamente, e desde muito cedo, ‘bombardeadas’ com palavras, sejam elas provenientes de um ecrã de tv ou de computador, de um tablet ou de um smartphone.
No entanto, esta exposição não significa que os mais novos ganhem literacia de uma forma fácil. Pelo contrário. De acordo com um estudo realizado em Israel, cabe aos adultos, em especial aos pais, garantir que as crianças não se perdem num universo de estímulos visuais e sonoros, ou seja, não-escritos.
Dorit Aram, da Universidade de Telavive, defende que o esforço “deve começar mesmo antes do início da escolaridade formal e ir bem para além do ‘abc’. É importante que pai e mãe ‘apresentem’ palavras aos filhos e que as decomponham em sílabas e isto desde muito cedo”.
“A literacia precoce é uma ferramenta pouco valorizada”, acrescenta o especialista. “Os adultos tendem a ver a capacidade de ler e escrever apenas ligada à escolaridade formal, a partir dos seis anos, mas a minha experiência de campo diz-me exatamente o contrário: as crianças do pré-escolar adoram estas tarefas, desde que não sejam um ‘castigo’ e desde que funcionem como uma imitação dos adultos”.
Aos pais que se sentem perdidos, Dorit Aram aconselha começar com expressões de que as crianças gostem, como “Mamã, gosto de ti” ou “Dás-me chocolate?”. Em primeiro lugar, “há que ler alto. Depois, ensinar palavra a palavra e, em terceiro lugar, pedir à criança para copiar. Ela pode até não saber mais nenhuma letra mas, garanto, nunca se esquecerá de escrever isto. E depois é só partir daqui para frases cada vez mais completas”.
in Pais & Filhos

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Saber estudar, saber ensinar a estudar

Estudar é essencial para o sucesso escolar do seu filho. Os professores são um pilar fundamental deste processo, mas os pais também. 
Saber estudar é uma competência fundamental para o progresso académico e que se torna em cada novo ano letivo mais importante, dada a exigência das matérias a saber, a diversidade de disciplinas e a pressão dos testes e dos exames.
Saber ensinar a estudar é algo que pode ser promovido desde o ensino básico, não se tratando obviamente de trabalhar explicitamente métodos e hábitos de estudo, mas fomentando rotinas ajustadas ao estudo, um ambiente potenciador, e o estímulo do gosto pela aprendizagem e curiosidade.

Para além disso, as tarefas como a interpretação de textos e expressão escrita são óptimas para iniciar os nossos filhos na aprendizagem de métodos de estudo: resumir, esquematizar, organizar ideias, fazer inferências e generalizações.
O que pode então levar a que os nossos filhos não consigam tornar-se autónomos e eficientes no estudo? Existem factores diversos, uns internos, como dificuldades de atenção, de memória, de auto-conceito, de motivação, de compreensão ou de expressão escrita, outros externos, que podem levar às dificuldades ou agravá-las, como a falta de uma adequada estrutura familiar, de ensino explícito, de recursos e de individualização do ensino.
Quem deve ajudar o seu filho a aprender a estudar? Este deve ser um trabalho de equipa entre a própria criança/jovem, os pais e os professores. Todos devem ser responsáveis e serem participantes activos no processo.
Deve haver a partilha de conhecimento, ser fomentado o sentimento de competência e deve haver uma continuidade no trabalho escola-casa. Para garantir o envolvimento dos pais, estes devem ir à escola, participar nas reuniões, e terem uma via de comunicação fácil, por telefone ou por escrito, com os professores.


Mas atenção, participação activa, não significa substituir a escola, ou o seu filho. Os pais devem ajudar o filho a aprender a estudar e não estudar por ele!
Quando decidir ensinar o seu filho é importante assumir a ideia de como ser um bom professor; primeiro deve entrar em contacto com o professor do seu filho, para se certificar que o que ensinar ao seu filho complementa a escola, deve ainda escolher momentos em que se sintam calmos para trabalharem e tornarem-nos agradáveis: seja encorajador e não crítico, faça pequenas mas frequentes sessões de estudo e quando estas terminam, pare de desempenhar o papel de professor e volte a ser simplesmente pai.
Se os pais conseguirem manter o filho motivado e ainda facilitarem um auto-conceito e uma auto-estima positivos, dando elogios e outros reforços pelo esforço e sucessos, se souberem escutar, envolver-se, manter uma relação positiva e lidar com os fracassos, o seu filho estará mais disponível para estudar.




segunda-feira, 22 de maio de 2017

Como ajudar o seu filho a estudar

Com o terceiro período a terminar, com testes, provas e exames à porta, exige-se mais dedicação ao estudo. Mas nem sempre o número de horas de dedicação se converte em melhores resultados. Tanto esforço, para tão poucos resultados, traz o desânimo e a desmotivação. O que fazer?
As competências de estudo começam a ser trabalhadas informalmente desde muito cedo e são cada vez mais importantes à medida que se avança na escolaridade. São competências importantes para ter sucesso na aprendizagem, facilitam a adaptação ao ensino superior e, mais tarde, as capacidades de organização e autodisciplina vão contribuir para o desempenho no local de trabalho.
Muitos dos estudantes que não são ensinados a estudar chegam ao ensino secundário sem competências de estudo adequadas e vêm os seus resultados ficar aquém das suas capacidades e do seu esforço. As competências de estudo passam por aprender a tomar notas, resolver questões dos testes, gerir o tempo, conseguir organizar-se e autoregular emoções e comportamentos. A palavra «estudar» é muitas vezes acompanhada de desânimo. Sabemos que motivação é uma porta aberta para o sucesso.
A motivação é um fator decisivo no processo ensino-aprendizagem     
Numa fase inicial da aprendizagem é frequente a criança estudar motivada por fatores extrínsecos, como por exemplo para agradar aos pais e/ou ao professor, obter algum prémio ou evitar castigos, ou ainda para competir com os colegas.

Aqueles que têm uma motivação intrínseca estudam em função de uma meta estabelecida a longo prazo, responsabilizam-se pela sua aprendizagem e estabelecem objetivos pessoais concretizáveis e verdadeiramente realistas. São os alunos que se responsabilizam não só pelos resultados positivos, mas também pelos seus fracassos. Revelam um maior autoconhecimento e conseguem selecionar as estratégias mais adequadas para si próprios e reajustá-las sempre que seja necessário fazê-lo.
Ensinar a estudar é um trabalho de equipa, assente numa colaboração entre filhos, pais e professores. Deve haver partilha de conhecimentos, fomentando a continuidade do trabalho escola-casa. Mas a participação ativa não significa que os pais se substituam à escola ou ao filho. Quando um pai assume o papel de tutor, a criança pode perder um excelente pai para ganhar um mau professor. 
E esta é uma má troca.